(Este texto foi escrito em 12.01.2014, num arquivo word, por falta de sinal de internet. Está sendo publicado em 13.01.2014. Se houver erros de acentuacao e falta do cedilha, é porque o teclado do computador na lan-house nao o tem, já que está em espanhol)
Buenas, pessoal!
O cansaço e a
dor generalizada pelo esforço de ontem cobraram o seu preço hoje. Acordei às
09h! Já devia estar pedalando a pelo menos 2 horas e recém pulava da cama
quente e confortável da hospedagem onde me alojei em San Carlos.
Remontei os
alforjes na bicicleta e tomei o rumo de Punta del Este. Ainda em San Carlos,
porém, fiz novo câmbio, pois os preços no Uruguai estão pela hora da morte
(acho que já havia comentado sobre isso dias atrás) e os pesos uruguaios estão indo rapidamente.
Na saída da cidade, uma placa muito sugestiva...
Cheguei em Punta
del Este às 11h.
Que lugar! É
magnífico!
Praias
belíssimas, arquitetura moderna, luxo e riqueza por todos os lados, carrões,
iates, lanchas, jet-skis, uma ostentação impressionante.
Mas quero dizer
que achei um balneário de veteranos... Idosos são a grande maioria, poucos jovens, e pelo jeito muitos são moradores permanentes.
Já o mar... o mar é lindo e mistura o azul e o verde.
A geografia cria uma situação inusitada. Cheguei de
San Carlos, portanto vindo do norte, e, depois de andar pelo centro, tirar
fotos, conversar com alguns brasileiros que encontrei, tomei o rumo oeste. No
entanto, surpreendentemente havia mar à minha direita. É uma enseada, onde
estão os iates. Aí me avisaram que para sair de Punta tinha que retornar,
contornando essa enseada. Agora sim, então, mar à esquerda. Uma imensa curva, e
de repente o mar aberto estava de novo ao meu lado. Quase que me perdi...
eheheh... Tudo por causa de um imenso pontal que há, por onde andei - e que provavelmente deu nome ao balneário.
Aí, peguei uma
espécie de free-way que liga o balneário a Montevideo. E “dê-lhe pata pro
gateado”, como diria meu filho... Rodovia relativamente plana, acostamento
excelente, vento leste, mandei ver! Em 4 horas fiz 85 quilômetros. Olhem o velocímetro a 39km/h! No pedal! E com carga na cacamba (leiam cassamba - putz, que falta faz o cedilha...)!
Não fui
visitar Piriápolis – embora tivessem recomendado – porque como meu desempenho
está aquém do planejado e tenho dia certo para retornar ao trabalho, se quiser
chegar em Montenegro pedalando, terei que abrir mão de alguns
destinos. O farei em outra oportunidade, certamente com a família toda.
Cheguei à
tardinha em Atlántida (é assim mesmo que se escreve), a 40 km de Montevideo,
onde estou acampado. Por incrível que pareça, mesmo tendo percorrido 105 km
hoje, cheguei descansado e a tempo de montar a barraca, lavar a roupa suja, tomar um banho, e às 21
h me recolher para dormir. O que faz um
vento a favor.
Distância total
percorrida até hoje, 960 km.
Amanhã, cruzo
por Montevideo e tentarei aproximar-me ao máximo de Colônia de Sacramento,
cidade que, na minha impressão, simboliza essa cruzada, pois a mais ao sul do
Uruguai.
Bait’abraço!
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