sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

15º dia - 16.01.2014 - A caminho de casa

Buenas, pessoal!
Tempo de voltar para casa!
Cedo da manhã, em Colônia do Sacramento, no Uruguai, apontei o guidão da bicicleta para o leste e rodei pela primeira vez o pedivela rumo ao Brasil, rumo ao Rio Grande do Sul, rumo a Montenegro, e à minha família, aos parentes e aos amigos.
Certamente serão novos miles e tantos quilômetros curtindo os desafios e as aventuras que cada dia proporcionará, por caminhos que ainda não conheço, desbravando outra região deste país acolhedor e simpático que é a República Oriental do Uruguai.
Saindo da cidade, as mesmas palmeiras que me acolheram deitando sua sombra sobre o asfalto quente daquele fim de tarde da última terça-feira, hoje repetiram o regalo, sombreando a rodovia na minha passagem matinal. Despediam-se de mim...


Não demorou já incorporava-me à comitiva de mais um casal de cicloturistas que conheci na estrada. O Daniel e a Mariana são argentinos, residem em Mendoza, no sopé da Cordilheira dos Andes, e farão uma cicloviagem de 40 dias conhecendo o litoral uruguaio. 


Já fazia um calorão naquela hora da manhã, umas 09h - olhem meu suador -, e a Mariana acusou o golpe. Pedalava devagar, foi ficando para trás enquanto o Daniel e eu íamos parlando e trocando informações, e eu senti que infelizmente não poderia continuar andando com eles até Colonia Valdence, onde pretendiam acampar, pois tencionava fazer 110 km até San Jose de Mayo, e o ritmo estava muito lento. Fui honesto em lhes dizer que tinha que aproveitar o dia. Compreenderam. Tiramos uma foto para registrar o baita encontro e eu acelerei. Em minutos os tinha perdido de vista.
Hoje foi um dia muito abafado no sul do Uruguai, quase sem vento, e o bicho pegou! À 1 da tarde, quando cruzei por Ecilda Pauller, o dono do restaurante me disse que estava 34°C. Certamente, no asfalto, a temperatura passava com folga dos 40°C. Preparem-se, gauchada, vai fazer calor nos próximos dias aí no Rio Grande!
Não me mixei. Tomando o rumo norte nessa cidadezinha, ingressei na Ruta 11 e, enfrentando o calor e o mormaço, mandei ver.
Às vezes tinha que parar para descansar, tomar uma água quente - que remédio! - e dar uma folga para o recavém. A bicicleta também tinha seus momentos de trégua.


O achado do dia foi um arroio, a 15 km do meu destino. Estava descansando no olho do sol, quando mirei, cerca de 1 km à frente, uma ponte. Pensei: "seja que água for, e que profundidade tiver, vou me refrescar". Por sorte, era um córrego bem limpo, com água gelada uma barbaridade, e não só tomei um belo banho como ainda mergulhei minha camiseta n'água, vestindo-a depois para seguir viagem.


 Foi um "up" na parte final da pedalada, antes de chegar num hotel muito bom chamado "El Quijote", em San Jose. É o melhor em que parei até agora e por um preço justo ($ 800 pesos, ou R$ 100,00). Foi sair do litoral, e os preços voltaram a ser decentes de novo.
Na entrada da cidade há uma estátua em homenagem aos motociclistas. Estamparam um daqueles veteranos em suas Harley-Davidson, com roupa característica e, ao redor, as bandeiras do Uruguai, Paraguai, Argentina e Brasil. Vai aí meu abraço a todos os meus amigos motociclistas que estão acompanhando minha percorrida. 


O Hotel tem um restaurante anexo que oferece, aos hóspedes, desconto na janta. Me atraquei num prato de massa. Estava com fome por conta do desgaste de hoje.
Bueno, foram 110 km percorridos, 1.304 no total.
Amanhã sigo pelo interior do Uruguai em direção a Tala. Previsão de temperatura na casa dos 37°. Vai ser divertido, com certeza... eheheheh...
Bait'abraço!

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