sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

16º dia - 17.01.2014 - Cidadezinhas pelo caminho

Buenas, pessoal!
Um alerta inicial: de novo estou abastecendo o blog numa lan-house e nao há o til, como já puderam ver. Entao, perdoem a falha na escrita. O teclado é em espanhol.
A previsao de calor intenso se confirmou. Quando saí do hotel El Quijote hoje de manha já fazia 25ºC. A máxima deveria chegar aos 39ºC. 
Mas hoje, em torno das 15h, certamente a temperatura na estrada, no olho do sol, estava bem superior a 45ºC. Nao precisam acreditar mas a água das garrafinhas serviria para um mate a preceito, de tao quente. E o pior é que em muitos postos de combustível nao há água potável nas torneiras. Ou comprava água mineral ou... bebia água quente, muito quente.
Agora, os brasileiros podiam aprender com os uruguaios como ornamentar nossas rodovias. Pra variar, saí de San Jose de Mayo e quilômetros de plátanos me acompanharam. Terminaram os plátanos, começaram as palmeiras "a la" Colönia. Terminaram as palmeiras, começaram os eucaliptos. Certamente os primeiros vinte quilômetros, apesar do calor, foram na sombra.

 

Outra peculiaridade do interior do Uruguai é a arquitetônica. Muitos prédios públicos sao como esse aí de baixo (um hospital): sobrados com arcos e colunas, pé direito alto, pintados com cores claras, e com árvores ao redor. 


A primeira cidade pela qual cruzei foi Santa Lúcia, onde consegui um mapa do Departamiento de Canelones ("Estados" no Brasil, "Províncias" na Argentina, "Departamentos" no Uruguai), com todas as rodovias, asfaltadas ou nao. Pra variar, um atendimento exemplar da funcionária, Perguntou umas 5 vezes se eu realmente havia entendido a explicaçao.
Ao meio-dia parei na cidade de Canelones (que empresta o nome ao Departamento) e comi a primeira meia parrilla da viagem. Depois, um prostre (sobremesa). Ô minha nada mole vida... 




Fiquei tao amigo do parrillero, que fui convidado para passar pro lado de lá do balcao. Olha a prova aí de que aprendi a assar e já meti a mao na massa:


Hehehehehe... Alguém pode dizer que nao é verdade? rsrsrsrs...
No centro da cidade, mais uma descoberta: a catedral, de 1779, que contém uma imagem de Nossa Senhora de Guadalupe (padroeira das Américas). Lá no topo, os campanários ladrilhados. É bonito umas quantas vezes! E lembra muito o traço arquitetônico da Cadedral de Porto Alegre.




Uns 20 km depois entrei na cidade de Santa Rosa para conhecê-la. Dei azar. Estava tudo fechado, e eu me apercebi de que estava desrespeitando o sagrado horário da sesta, que vai até às 16h30min mais ou menos. Antes disso é um atrevimento fazer alguém te atender num bar, restaurante, ciber, barraca (ferragem), esquece!
Bueno, segui viagem até San Jacinto, onde vou pernoitar. É uma cidade pequena, com pouca infraestrutura, e somente 1 hospedagem, com apenas 2 quartos. Um já estava ocupado. O outro É MEU E NINGUÉM TASCA!!! 
Percorri 90 km, fechei 1.394 km até agora.
Amanha será uma pedalada comprida, de aproximados 130 km, até Minas. Com muitas subidas de cerros. Tomara o calor diminua.
Mas quero dizer que estou bem fisicamente, mentalmente também, espiritualmente nem se fala. Claro que de vez em quando me pego falando sozinho, ou com a bicicleta, ou com a imagem de Jesus no terço pendurado no guidao da bicicleta, ou com uma vaca, ou com um cavalo, mas isso é da percorrida. De vez em quando preciso ouvir minha voz para saber se ainda estou vivo... hehehe...
Bait'abraço a todos!

2 comentários:

  1. Grande Montenegrino, desejo-te um excelente retorno e que DEUS te ilumine e te acompanhe...
    Abraços,

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    1. Jaime, meu amigo! Que bom que estás lendo o blog. Já tomei o rumo do norte, o rumo de casa. Em 4 dias pretendo entrar no Rio Grande por Jaguarão. Vamo que vamo!!!

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