Buenas, pessoal!
Ontem à noite, no hotel em Treinta y Tres, pensei muito em como seria o dia de hoje. Na TV anunciavam vento norte de intensidade "moderada" - queriam dizer, VENTO FORTE contrário a mim, lógico -, temperatura na casa dos 40°C, uma distância considerável (130 km) e muito pouco recurso na estrada.
Contava com uma bicicleta revisada, solta das patas, a insuperável estratégia de pedalar 5 km e parar para descansar e relaxar a musculatura, um bom estoque de água e algum mantimento básico - atum, mariola de banana, barras de cereal.
Acordei às 06h, o vento velho fazendo barulho nas árvores. Seria realmente um dia comprido, pensei.
Bom, montei a bagagem na bicicleta, tomei um belo café com bastante suco de laranja (vitamina e glicose) e às 07h30min peguei a estrada, rumo nordeste.
O impacto do vento norte batendo em diagonal na bicicleta foi instantâneo. Calma, eu me dizia, são só 130 quilômetros... rsrsrs... Me programei para pedalar das 07h30min às 13h, almoçar em Vergara, 55 km à frente (sem ter certeza de que, nesse minúsculo pueblo [vilarejo] encontraria restaurante), retomar a pedalada às 14h30min e chegar em Rio Branco às 22h, ou seja, 13 horas de estrada numa média de 10 km/h.
Esse era o vento norte que eu enfrentava:
Olhem que para um eucalipto enorme se contorcer assim...
Mas era o que tinha para hoje.
E vá banhos rápidos de sangas e arroios para amenizar o calor. Nesse aspecto, o achado do dia foi um açude, escavado na rocha, com águas muito limpas mas escuras. Quando o vi, imaginei que seria muito profundo, pois enxergava as pedras nas paredes do buraco mas não o leito, tampouco havia grama boieira. Entrei agarrado às pedras para fazer um reconhecimento. Mergulhei de pé e em nenhuma vez toquei o fundo. Feito!!! Dei uns 10 bicos n'água!
Felizmente, havia almoço em Vergara. Aquela pepsi gelada foi supimpa.
E fiquei feliz em encontrar, lá pela metade da minha percorrida, a primeira placa indicativa da distância que me separava de Porto Alegre naquele local. Estou chegando!
De repente, aquela famosa nuvem negra que todos os finais de tarde tem dado o ar da graça se formou novamente. Mas desta vez atrás de mim. O céu escureceu, raios caíam ao longe, sabia que, desta vez, não escaparia do temporal.
E aí o vento mudou: começou a soprar na direção que eu estava indo. As rajadas foram aumentando de intensidade, coloquei rapidamente a capa dos alforjes, liguei farol e sinalizador, e apertei o passo.
O terreno onde eu pedalava quando o temporal de armou era relativamente plano, suaves colinas. Com o vento soprando de trás de mim, os alforjes acabaram funcionando como uma vela de barco. Pedalava a 35 km/h e sentia como se alguém estivesse empurrando a bicicleta. Somente a 45km/h "anulei" a velocidade do vento. Ah, parei de pedalar! E por causa da topografia regular, a bicicleta literalmente foi carregada pela ventania por quase 1 hora. Fiz mais de 30 km praticamente sem pedalar, rindo faceiro do inusitado. Creiam-me, o vento era tão intenso e regular que nem nas subidas precisava pedalar.
Foi e s p e t a c u l a r ! Cheguei a cogitar de parar e tirar uma foto, eu a 45 km/h, apreciando a paisagem e rindo sozinho... Mas, quer saber? Que foto que nada, vou é aproveitar que uma ajuda assim não é sempre! E curti o momento.
Aí veio a chuva, com toda a força. Rodei mais 10 km debaixo d'água. Mas meu destino aproximou-se rapidamente, muito antes do que eu esperava. Cheguei em Rio Branco às 18h30min. Para quem planejara pedalar até às 22h, foi "lôco de bom".
Me alojei numa ótima pousada chamada Puerto Montt. Quando a dona da pousada perguntou se eu ia pagar em pesos ou reais, sorri: estou em casa!
Pouco antes de me deitar, ainda chovia forte. Será que amanhã terei chuva também, no caminho para Pelotas?
Hoje foram 125 km percorridos, 1.749 no total. O pneu traseiro denuncia toda essa quilometragem. Hoje, ao lubrificar a corrente, olhei-o com vagar. Vai pra banha logo...
Bait'abraço!
Felizmente, havia almoço em Vergara. Aquela pepsi gelada foi supimpa.
E fiquei feliz em encontrar, lá pela metade da minha percorrida, a primeira placa indicativa da distância que me separava de Porto Alegre naquele local. Estou chegando!
De repente, aquela famosa nuvem negra que todos os finais de tarde tem dado o ar da graça se formou novamente. Mas desta vez atrás de mim. O céu escureceu, raios caíam ao longe, sabia que, desta vez, não escaparia do temporal.
E aí o vento mudou: começou a soprar na direção que eu estava indo. As rajadas foram aumentando de intensidade, coloquei rapidamente a capa dos alforjes, liguei farol e sinalizador, e apertei o passo.
O terreno onde eu pedalava quando o temporal de armou era relativamente plano, suaves colinas. Com o vento soprando de trás de mim, os alforjes acabaram funcionando como uma vela de barco. Pedalava a 35 km/h e sentia como se alguém estivesse empurrando a bicicleta. Somente a 45km/h "anulei" a velocidade do vento. Ah, parei de pedalar! E por causa da topografia regular, a bicicleta literalmente foi carregada pela ventania por quase 1 hora. Fiz mais de 30 km praticamente sem pedalar, rindo faceiro do inusitado. Creiam-me, o vento era tão intenso e regular que nem nas subidas precisava pedalar.
Foi e s p e t a c u l a r ! Cheguei a cogitar de parar e tirar uma foto, eu a 45 km/h, apreciando a paisagem e rindo sozinho... Mas, quer saber? Que foto que nada, vou é aproveitar que uma ajuda assim não é sempre! E curti o momento.
Aí veio a chuva, com toda a força. Rodei mais 10 km debaixo d'água. Mas meu destino aproximou-se rapidamente, muito antes do que eu esperava. Cheguei em Rio Branco às 18h30min. Para quem planejara pedalar até às 22h, foi "lôco de bom".
Me alojei numa ótima pousada chamada Puerto Montt. Quando a dona da pousada perguntou se eu ia pagar em pesos ou reais, sorri: estou em casa!
Pouco antes de me deitar, ainda chovia forte. Será que amanhã terei chuva também, no caminho para Pelotas?
Hoje foram 125 km percorridos, 1.749 no total. O pneu traseiro denuncia toda essa quilometragem. Hoje, ao lubrificar a corrente, olhei-o com vagar. Vai pra banha logo...
Bait'abraço!
Ahhh! Que barbadinha, sendo carregado pelo vento. Se todos os dias fossem assim, até eu iria contigo ahahah pena que não. Beijos pai
ResponderExcluirFoi uma barbada mesmo! Coisa rara! Pro ciclista, o vento está sempre contra... ahahah! Beijocas, filha.
ExcluirLegal Paulinho! Parabéns, persistência, preparo e garra!
ResponderExcluirBianca Vieira
Sempre em frente, Bianca, Abraço no Marcos, nos guris, no Leo e na Valéria! Beijo grande!
ExcluirE aí amigo, não deve estar nada fácil esta temperatura que resolveu aparecer por aqui. Imagino o bronzeado (vermelho). O Jaques disse que financia o protetor, pode comprar. Vou torcer para que a ventania te acompanhe. rsrsrs. Bom retorno! Um abraço. Luciana.
ResponderExcluirSanto vento! Santo vento! rsrsrs...
ExcluirO pior do calor já passou. Agora é a chuva de todos os dias.
Estou voltando! Cada dia mais perto de casa! Abraços, querida amiga!