Buenas, pessoal!
Uma tradicional dificuldade nas cicloviagens é conseguir que os gerentes de hotel autorizem a levar a bicicleta para dentro do quarto. Quando deixam, não precisamos "desmontar" toda a bagagem. Quando não deixam, perde-se um tempão tanto para tirar os alforjes quanto para recolocá-los na manhã do dia seguinte.
Em Encruzilhada do Sul, a bicicleta ficou no pátio. Pelada.
Cicloviajante acorda cedo... Tive que pular da cama às 06h para remontar a bicicleta e poder sair antes das 07h30min. Olhem o tamanho da sombra, na partida de Encruzilhada do Sul. Era de manhãzita.
A temperatura amena proporcionou um bom rendimento nas primeiras horas, e consegui andar bem antes que o calor apertasse. O que eu não contava é que houvesse tantas subidas. A maioria das pessoas com quem conversei me disse: "de Encruzilhada a Canguçu é um descidão"... Balela: afora uma serrinha de 3 km, que me jogou no Vale do Rio Camaquã, o relevo não mudou nunca: imensas subidas que me obrigaram a forcejar, e descidas curtas, que não me reabilitavam o suficiente. Foi dureza... Não bastasse, Canguçu está no topo de um cerro, e para chegar na cidade, após ter pedalado 120 km, tive que empurrar a bicicleta outra vez. Não tinha dor localizada, mas era um cansaço geral, após ter pedalado por quase 10 horas.
Agora, a paisagem... é de encher os olhos!
Na solidão da percorrida, nos permitimos atentar para detalhes que normalmente passam despercebidos.
Essa placa, por exemplo: imagina morar no Passo da Miséria...
O Rio Camaquã já acusa a estiagem que castiga o Estado. Seu leito dá vau em toda a extensão, e havia banhistas no meio do rio com água da cintura. Aliás, as prainhas de areia branca foram um convite. Ai, se eu não estivesse tão atrasado por conta das subidas...
A inesperada dificuldade em vencer esse trecho me levou a outra "estreia": almoço na beira da estrada. Atum enlatado, e de sobremesa mariola de banana. E água. Muita água. A sombra dessa árvore mereceu até uma cochilada de meia-hora ao som dos bentevis. Que tal!
Sem dúvida, foi um dia de muita paciência e concentração. Vencer os 125 km que separam Encruzilhada do Sul de Canguçu demandou um esforço grande, e quando cheguei do Hotel Telesca meu único desejo era um bom banho e um sono reparador. Mas aí tem roupa pra lavar, diário para redigir, blog para abastecer, fotos para selecionar e renomear... pronto: meia noite.
Amanhã a viagem será um pouco mais curta, pois pretendo pernoitar em Pelotas. Na 2ª-feira em Rio Grande e depois na Reserva do Taim. Como será cruzar aquele trecho que não tem recurso algum? Estou curioso.
E aceito dicas.
Bait'abraço.
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ResponderExcluirParabéns pela aventura e pelo Blog! Estamos acompanhando. Abraço e Boa Viagem!
ResponderExcluirObrigado, Pedro, bem-vindo à carona virtual. Abraço!
ExcluirOlá, Paulo. Moro em Montenegro e gosto de bike, mas não a ponto de me aventurar dessa forma. Por isso admiro teu espírito aventureiro. Vou acompanhar teus relatos e te desejo sorte. Fiquei curioso se vais ter cobertura de internet por todo o caminho ou planejas abastecer o blog em lan houses durante o percurso... Grande abraço.
ResponderExcluirMe dei ao trabalho de trazer um netbook, e nos hotéis e pousadas normalmente há sinal de wi-fi. Se, em algum dia, não conseguir postar, redigo o diário num arquivo word e na primeira oportunidade posto. Funcionou assim na viagem de bicicleta ao Chile, em 2010. Consegui deixar registrados todos os dias.
ExcluirPoRoPy! Pensa assim, sobes agora, mas para chegar ao nível do mar terás que descer novamente. Aí será a hora de aproveitar a 'banguela' (hehehe).
ResponderExcluirBem assim... hoje já senti a diferença nos últimos 20 km antes de Pelotas. Relevo plano, a pedalada rendeu.
ExcluirGrande Paulinho. Quanto tempo meu amigo. Muito bom saber que você está em uma nova aventura. Aliás, você não para nunca. Vamos acompanhando mais esta empreitada por aqui e desejamos toda a sorte do mundo nesse caminho. Forte abraço meu amigo.
ResponderExcluirEdson! Que prazer o prestígio da tua companhia. Vamos "juntos" novamente. Abraços.
ExcluirOlá! Estou acompanhanhando essa aventura. Sou de Montenegro. Nos conhecemos das viagem de ônibus retorno do trabalho de Poa
ResponderExcluirAbraços
Leonardo
Ôpa, Leonardo! Em fevereiro, retorno à rotina, mas dessa vez pela Rodovia do Parque. Finalmente! Abraços.
ExcluirJá sou teu fã, mas faço uma estátua tua se fizer todo o trajeto com uma capivara do Taim debaixo do braço! Haha
ResponderExcluirO pessoal aqui de casa tá acompanhando e torcendo muito!
Abração, Paulinho!
Que dureza, hein, Vinícius! rsrsrs
ExcluirQuase não consigo tracionar a bicicleta de tão pesada e tu queres me presentear com um fardo de mais 50kg? rsrsrs
Abraços a todos!