quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

5º dia - 06.01.2014 - Vento a favor, a viagem rendeu

(Esta postagem foi escrita em 06.01.14 num arquivo word, por falta de sinal de internet no local onde pernoitei. Hoje - 08.01.14 - há sinal, mas péssimo, por isso ficarei devendo algumas fotos)
  
Buenas, pessoal.
Saí de Pelotas hoje de manhã cedo e logo senti que o dia seria bom de pedalar, porque um vento nordestão soprava forte a meu favor.


De fato, a viagem rendeu!
No posto de pedágio da rodovia, minha bicicleta chamou a atenção de um motorista que parou para tomar um café. É o Ricardo, dono da loja PedalBike, de Rio Grande. Me fez um favorzaço, de calibrar o pneu traseiro com uma bomba ótima que trazia consigo, cambiamos uma câmara 29” – fiquei com uma de ventil padrão e ele levou uma de ventil 700 (a outra que está instalada na roda traseira não consigo encher em compressores comuns por causa daquele ventil diferente) – e ainda me presenteou com uma caramanhola e um protetor de corrente para o quadro. Fiquei muito agradecido por tanta gentileza.
Ao meio-dia já estava na Vila Quinta, a 20 km de Rio Grande, onde está o trevo que leva a Santa Vitória do Palmar. Foi na Quinta que almocei e esperei por duas horas até retornar à estrada, devido ao sol, implacável.
Aí sim, como já haviam me dito, ingressei numa reta sem fim! Certamente foram mais de 50 quilômetros sem uma curva sequer!
E arroz, arroz, arroz! São inúmeros diques, bombeando água da Lagoas Mirim, Caiobá, das Flores, e uma planície infinita, verdinha. É bonito uma barbaridade!


O susto foi quando furou o pneu traseiro. Ele murchou tão rápido que a bicicleta guinou de contra a pista de asfalto (eu estava no acostamento) e a forcejada que fiz para não cair acabou danificando a solda do suporte do freio dianteiro. Que zebra!
Desentortei o suporte a muque, troquei o pneu, andei 1 km, o remendo que tinha feito ontem abriu de novo. Mais uma troca de câmara a fazer sob aquele calor. Tá loco, meu...
Consertei novamente. Com isso, ao invés de chegar às 17h em Capilha – uma vilazinha à beira da Lagoa Mirim – cheguei às 19h. Mas a magia desse lugar esquecido no tempo compensou o esforço. A capela (abandonada) tem mais de 200 anos, e as ruelas sequer têm iluminação pública. É um lugar mágico!


Montei acampamento no Sítio do Cardosinho, onde o proprietário, "Seu" Edinho, me recebeu como a um velho amigo. A R$ 9,00 o pernoite. Primeiro camping em tantas viagens que já fiz.
Amanhã pretendo vencer a metade da distância que ainda me separa de Santa Vitória do Palmar – 160 km. Dormirei na estrada novamente. Se, claro, a bicicleta não aprontar outra...
Bait’abraço.

3 comentários:

  1. Paulo, aqui da Peña del Sur em Montenegro, um bait'abraço pro amigo.
    Boa viagem.

    Equipe Peña del Sur

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    1. Leandro, que honra tua "companhia virtual". Obrigado pelos votos de boa viagem. Hoje, no dia em que te respondo, já cheguei em Colônia de Sacramento. Estou muito feliz! Bait'abraço!

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  2. http://www.vagalume.com.br/leon-gieco/el-angel-de-la-bicicleta.html

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