(Esta postagem foi escrita em 07.01.14 num arquivo word, por falta de sinal de internet no local onde pernoitei. Hoje - 08.01.14 - há sinal, mas péssimo, por isso ficarei devendo as fotos)
Buenas, pessoal!
Buenas, pessoal!
A necessidade de, ontem à noite,
montar acampamento – uma situação incomum nas minhas viagens de bicicleta – na
localidade de Capilha, me trouxe alguns ensinamentos: se possível erguer a
barraca debaixo de uma árvore ou telhado e não estender a roupa lavada ao ar
livre. Estava tudo molhado do sereno, hoje de manhã. Tive que secar a barraca e
a lona, e a roupa estava tão molhada como quando a lavei.
Agora, devo reconhecer: dormir num
camping, sob a luz das estrelas e com o barulho da brisa nas árvores é bom
demais. À beira da Lagoa Mirim, então...
foi um sono reparador.
Às 09h, depois da epopeia de
recolocar tudo na bicicleta, saí.
Alguns quilômetros à frente,
finalmente pude conhecer a Estação Ecológica do Taim!
Mas confesso um certo
desapontamento... Imaginei a Reserva um grande banhado a perder de vista no
horizonte, por dezenas de quilômetros. O que vi, na verdade, foram dois diques
artificiais, cavados um de cada lado da rodovia, com uns 50 metros de largura, e
a seguir campos e pastagens tomados de gado. Só não há casas, mas de resto a
paisagem pouco mudou do que eu já vinha vislumbrando há dois dias.
Claro, por conta de cercas
instaladas, os animais silvestres ficam muito à vontade às margens da estrada.
Vi inúmeras capivaras (que aqui chamam de capincho), tahãs, garças e outras
espécies de aves que não conheço. Jacaré só vi um, morto em cima da faixa.
O Taim tem 16 km de extensão, e a
velocidade é controlada por pardais, para evitar atropelamento dos animais.
Ninguém respeita o limite, óbvio, e como a cerca tem grandes partes danificadas
ou nem existe mais, a quantidade de animais mortos atropelados é de pasmar.
Uma capivara cruzou mansamente a
rodovia, na minha frente. Foi bonito de ver.
Depois da Reserva, continuei
pedalando na mesma reta sem fim que me levará ao Chuí.
Às 2 da tarde o vento mudou
abruptamente, soprou forte do sul, e minha velocidade média caiu para 10 km/h.
Foram 30 km forcejando. Até que em Espinilho, a 60 km de Santa Vitória do
Palmar, esgotado pelo esforço, e depois de já ter pedalado mais de 80 km,
resolvi parar num posto de combustível, onde almocei (às 17h). Não demorou 15
minutos e desabou um verdadeiro dilúvio. Parei bem na hora.
Consegui um quartinho horrível –
um pulguedo! – nos fundos do posto, onde pernoitarei. Já senti que vou ser
charqueado pelos mosquitos esta noite...
Já percorri 530 km. Como há
previsão de chuva para os próximos 3 dias, minha intenção é amanhã pernoitar em
Santa Vitória. Se o tempo colaborar, vou até Chuí.
Bait’abraço.
Salve, Petry velho.
ResponderExcluirLogo, logo vais percorrer a Ruta 9, suponho. Recentemente passei por ali de ônibus imaginando pedalar naquela estrada. Me pareceu muito boa para isso. E a paisagem, então... espero que minhas impressões se confirmem através da tua viagem e que isto compense pulgas e mosquitos. Vai firme.
Abraço.
Carlos Augusto Wolff
Fala, querido amigo Augusto! De fato tens razão em dizer que a estrada é muito boa. Mas para os carros... Infelizmente o acostamento em muitos trechos está bastante danificado, esburacado, e como a bicicleta está com o pneu dianteiro bem cheio, num descuido levava aquele solavanco. Agora, de fato a paisagem compensa. Há um trecho já perto de Castillos (onde estou pernoitando) em que acompanha o viajante a Laguna Negra. É uma vista magnífica. Pena estar tão longe da estrada, senão era banho certo... Abraços.
Excluireu Irmão vá em frente. Abraços e boa viagem. Fernando Orth
ResponderExcluirSempre em frente, Fernando! Já estou em Colônia (cheguei hoje, 14.01), e vi muitos motociclistas na estrada. Lembrei-me de vocês diversas vezes. Bait'abraço!
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